Tumores da Medula Espinhal
Diagnóstico e tratamento de tumores intramedulares, intradurais e extradurais com microcirurgia de precisão e monitoramento neurofisiológico intraoperatório. Dr. Luiz Fernando, neurocirurgião em Uberlândia.
O que são tumores da medula espinhal?
Tumores da medula espinhal são lesões que se desenvolvem na medula espinhal, nos nervos espinhais ou nas estruturas que os envolvem (meninges, osso vertebral). Embora sejam relativamente raros, podem causar déficits neurológicos graves e progressivos se não diagnosticados e tratados a tempo.
Classificação por localização
- Intramedulares: Originam-se dentro da própria medula espinhal. Incluem ependimomas (mais comuns em adultos) e astrocitomas. São os mais complexos cirurgicamente.
- Intradurais-extramedulares: Crescem dentro da dura-máter, mas fora da medula. Incluem meningiomas e schwannomas/neurofibromas. Geralmente benignos e com bom resultado cirúrgico.
- Extradurais: Fora da dura-máter. Frequentemente metastáticos (de outros órgãos) ou primários do osso vertebral.
Tipos mais comuns
- Ependimoma: O tumor intramedular mais comum em adultos. Geralmente bem delimitado, com boa taxa de ressecção total.
- Astrocitoma: Tumor intramedular infiltrativo, mais desafiador cirurgicamente. Mais comum em crianças.
- Meningioma espinhal: Tumor intradural-extramedular, benigno, mais comum em mulheres de meia-idade. Excelente resultado cirúrgico.
- Schwannoma / Neurofibroma: Tumores das raízes nervosas. Benignos na maioria dos casos. Podem ser múltiplos (neurofibromatose tipo 2).
- Hemangioblastoma: Tumor vascular, pode ser esporádico ou associado à doença de Von Hippel-Lindau.
- Metástases espinhais: Tumores secundários, mais comuns na coluna (extradural), originados de pulmão, mama, próstata, rim ou melanoma.
Sintomas
Os sintomas dependem da localização do tumor ao longo da medula (cervical, torácica ou lombar) e da velocidade de crescimento:
- Dor: Dor localizada na coluna (cervical, torácica ou lombar), frequentemente noturna, que não melhora com repouso. Pode irradiar em faixa (padrão radicular).
- Fraqueza muscular progressiva: Nas pernas (paraparesia) ou nos quatro membros (tetraparesia) dependendo do nível.
- Alterações de sensibilidade: Dormência, formigamento ou sensação de faixa apertada ao redor do tronco.
- Dificuldade de marcha: Desequilíbrio, espasticidade, incoordenação.
- Alterações esfincterianas: Dificuldade urinária (retenção ou incontinência) e intestinal.
- Síndrome de Brown-Séquard: Fraqueza de um lado e perda de sensibilidade do outro (compressão lateral da medula).
⚠️ Quando procurar um neurocirurgião?
- Dor na coluna persistente, principalmente se pior à noite ou com piora progressiva.
- Fraqueza progressiva em pernas ou braços.
- Perda de sensibilidade em padrão de “nível” (ex.: dormência da cintura para baixo).
- Dificuldade para caminhar de início recente.
- URGÊNCIA: Perda rápida de força, controle urinário ou intestinal — indica compressão medular e necessita avaliação imediata.
Como é feito o diagnóstico?
- Ressonância Magnética (RM) da coluna com contraste: Exame padrão-ouro. Avalia a localização precisa do tumor, sua relação com a medula e raízes nervosas, e o padrão de captação de contraste.
- RM de toda a coluna (neuroeixo): Para avaliar a possibilidade de tumores múltiplos ou disseminação liquórica.
- Tomografia Computadorizada (TC): Avalia comprometimento ósseo, especialmente em metástases.
- Exame neurológico detalhado: Determinação do nível sensitivo e motor para correlação com a localização da lesão.
- Biópsia (quando indicada): Para tumores atípicos ou suspeita de metástase sem primário conhecido.
- Investigação de doença primária: Em casos de metástases, busca do tumor de origem (TC de tórax, abdômen, etc.).
Opções de tratamento
O tratamento visa remover ou controlar o tumor preservando a função neurológica:
- Microcirurgia com monitoramento neurofisiológico intraoperatório: Remoção do tumor com monitoramento em tempo real dos potenciais evocados (motores e somatossensoriais) para preservar a integridade da medula.
- Ressecção total (intradurais-extramedulares): Meningiomas e schwannomas geralmente podem ser completamente removidos com excelente prognóstico.
- Ressecção subtotal (intramedulares): Em astrocitomas infiltrativos, a remoção máxima segura é o objetivo, preservando a função medular.
- Radioterapia / Radiocirurgia: Para tumores residuais, recidivas ou lesões não ressecáveis. Radiocirurgia conformacional ou IMRT.
- Quimioterapia: Em tumores malignos espinhais ou metástases quimiossensíveis.
- Estabilização vertebral (artrodese): Quando a cirurgia compromete a estabilidade da coluna ou em fraturas patológicas por metástases.
- Reabilitação multidisciplinar: Fisioterapia neurológica, terapia ocupacional e acompanhamento urológico quando necessário.
Por que tratar com o Dr. Luiz Fernando?
Microcirurgia espinhal
Técnica de alta precisão com microscópio cirúrgico para tumores delicados
Monitoramento intraoperatório
Potenciais evocados em tempo real para preservação da função medular
Neuronavegação
Localização precisa da lesão durante a cirurgia
Abordagem multidisciplinar
Integração com oncologista, radioterapeuta e equipe de reabilitação
Perguntas frequentes sobre tumores da medula espinhal
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Médico neurocirurgião em Uberlândia – MG, o Dr. Luiz Fernando é especializado no diagnóstico e tratamento de doenças do sistema nervoso, incluindo tumores da medula espinhal, tumores cerebrais, doenças da coluna e neurocirurgia pediátrica.
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