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Tumores de hipófise/base do crânio

Tumores de Hipófise em Uberlândia | Dr. Luiz Fernando – Neurocirurgião

Tumores de Hipófise e Base do Crânio

Diagnóstico e tratamento de adenomas hipofisários e lesões da base do crânio com cirurgia transesfenoidal endoscópica — via nasal, sem incisão externa. Dr. Luiz Fernando, neurocirurgião em Uberlândia.

🔬 Cirurgia transesfenoidal 👃 Via nasal endoscópica 🤝 Equipe com endocrinologista

O que são tumores de hipófise?

A hipófise (ou glândula pituitária) é uma glândula do tamanho de uma ervilha localizada na base do crânio, dentro de uma cavidade óssea chamada sela túrcica. Apesar do tamanho pequeno, é a “glândula mestra” do corpo — regula hormônios do crescimento, tireoide, glândulas adrenais, reprodução e lactação.

Tumores de hipófise são, em sua maioria, adenomas (benignos). Porém, mesmo benignos, podem causar problemas sérios por dois mecanismos: excesso de produção hormonal ou compressão de estruturas adjacentes (nervos ópticos, seios cavernosos).

Tipos de adenomas hipofisários

  • Prolactinoma: O mais comum. Produz excesso de prolactina, causando galactorreia (saída de leite), alterações menstruais, infertilidade e disfunção erétil.
  • Adenoma produtor de GH (acromegalia): Excesso de hormônio do crescimento, causando aumento de mãos, pés, mandíbula, espessamento da pele e complicações cardíacas.
  • Adenoma produtor de ACTH (Doença de Cushing): Excesso de cortisol, causando obesidade central, face em lua cheia, estrias violáceas, diabetes e osteoporose.
  • Adenoma não funcionante: Não produz hormônio ativo, diagnosticado quando fica grande o suficiente para comprimir o quiasma óptico (causando perda visual) ou quando causa insuficiência hormonal (hipopituitarismo).
  • Macroadenoma: Adenoma maior que 10 mm, com maior risco de compressão.

Outros tumores da base do crânio

  • Craniofaringioma: Tumor benigno, mas agressivo localmente. Frequente em crianças e adultos jovens.
  • Meningioma da base: Meningiomas do tubérculo selar, da clinóide, do seio cavernoso.
  • Cordoma: Tumor raro, originado do clivus (base do crânio).
  • Cisto de Rathke: Cisto benigno na região selar, geralmente assintomático.

Sintomas

  • Alterações visuais: Perda do campo visual lateral (hemianopsia bitemporal) por compressão do quiasma óptico.
  • Alterações hormonais: Dependem do tipo de adenoma — galactorreia, alterações menstruais, impotência, crescimento excessivo, ganho de peso.
  • Cefaleia: Dor persistente, frequentemente retro-orbitária ou frontal.
  • Insuficiência hormonal (hipopituitarismo): Fadiga, intolerância ao frio, hipotensão, perda de libido.
  • Apoplexia hipofisária: Sangramento agudo dentro do tumor — emergência com cefaleia intensa, perda visual e alterações hormonais.

⚠️ Quando procurar um neurocirurgião?

  • Diagnóstico de adenoma hipofisário em exame de imagem.
  • Perda progressiva de campo visual.
  • Alterações hormonais inexplicáveis (prolactina alta, acromegalia, Cushing).
  • Adenoma crescendo nos exames de controle.
  • URGÊNCIA: Apoplexia hipofisária (cefaleia súbita + perda visual aguda).

Como é feito o diagnóstico?

  • Ressonância Magnética (RM) de sela túrcica com contraste: Exame padrão-ouro para visualizar a hipófise, o tamanho do tumor e a relação com estruturas adjacentes.
  • Dosagem hormonal completa: Prolactina, GH, IGF-1, cortisol, ACTH, TSH, T4L, FSH, LH, testosterona/estradiol.
  • Campimetria visual: Exame do campo visual para avaliar compressão do quiasma óptico.
  • Teste dinâmico hormonal: Testes de estímulo e supressão conforme o tipo de adenoma (teste de supressão com dexametasona, teste de GH).
  • Avaliação endocrinológica: Trabalho integrado com o endocrinologista para diagnóstico e acompanhamento.

Opções de tratamento

A conduta depende do tipo de adenoma, tamanho, produção hormonal e compressão de estruturas:

  • Tratamento medicamentoso (prolactinoma): Cabergolina é o tratamento de primeira linha e controla a maioria dos prolactinomas sem necessidade de cirurgia.
  • Cirurgia transesfenoidal endoscópica: Acesso pela cavidade nasal (sem cortes externos) para remoção do tumor. Técnica principal para adenomas não funcionantes, GH, ACTH e prolactinomas resistentes à medicação.
  • Craniotomia (transcraniana): Para tumores grandes com extensão suprasselar significativa que não podem ser abordados por via nasal.
  • Radioterapia / Radiocirurgia: Para resíduos tumorais pós-cirúrgicos, recidivas ou tumores não passíveis de ressecção completa.
  • Reposição hormonal: Quando o tumor ou a cirurgia causam insuficiência da hipófise (hipopituitarismo).
  • Acompanhamento clínico: Para microadenomas não funcionantes (< 10 mm), assintomáticos e estáveis.

Por que tratar com o Dr. Luiz Fernando?

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Via endoscópica nasal

Sem incisão externa, menor tempo de internação e recuperação mais rápida

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Trabalho conjunto com endocrinologista, otorrinolaringologista e oftalmologista

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Decisão clínica vs cirúrgica sempre transparente e baseada em evidências

Perguntas frequentes sobre tumores de hipófise

Todo tumor de hipófise precisa de cirurgia?
Não. Prolactinomas geralmente são tratados com medicamento (cabergolina). Microadenomas não funcionantes e assintomáticos podem ser apenas acompanhados. A cirurgia é indicada quando há compressão visual, crescimento ou produção hormonal não controlável.
O que é cirurgia transesfenoidal?
É uma cirurgia por via nasal (ou sublabial) com endoscópio que acessa a hipófise através do seio esfenoidal. Não há incisão na cabeça — a cirurgia é feita pelo nariz.
Quanto tempo dura a internação?
Geralmente 2-3 dias para via transesfenoidal. O paciente respira pela boca nas primeiras 24h e recebe acompanhamento endocrinológico para monitorar os hormônios.
O tumor pode voltar?
Depende da completude da remoção e do tipo histológico. Acompanhamento com RM e dosagem hormonal periódica é essencial para detectar recidivas precocemente.
A cirurgia afeta outros hormônios?
Pode. Quando o tumor é grande ou está próximo à hipófise normal, há risco de hipopituitarismo (insuficiência hormonal). Reposição hormonal pode ser necessária temporária ou permanentemente.

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Sobre o Dr. Luiz Fernando

Médico neurocirurgião em Uberlândia – MG, o Dr. Luiz Fernando é especializado no diagnóstico e tratamento de doenças do sistema nervoso, incluindo tumores de hipófise e base do crânio, tumores cerebrais, coluna vertebral e neurocirurgia pediátrica.

Atua com foco em cirurgia transesfenoidal endoscópica, neuronavegação e abordagem multidisciplinar.

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