Neurocirurgia Pediátrica
Cuidado especializado para recém-nascidos, crianças e adolescentes com doenças neurológicas e neurocirúrgicas. Cranioestenose, mielomeningocele, hidrocefalia congênita e tumores cerebrais infantis. Dr. Luiz Fernando, neurocirurgião em Uberlândia.
O que é neurocirurgia pediátrica?
A neurocirurgia pediátrica dedica-se ao tratamento cirúrgico de doenças do sistema nervoso central e periférico em recém-nascidos, crianças e adolescentes. O cuidado pediátrico exige conhecimento especializado da anatomia em desenvolvimento e atenção especial ao impacto das intervenções no crescimento e neurodesenvolvimento da criança.
Principais condições tratadas
- Cranioestenose (craniossinostose): Fechamento prematuro de suturas cranianas, restringindo o crescimento do crânio. Pode ser isolada (uma sutura) ou sindrômica (múltiplas suturas). Exige cirurgia de remodelamento craniano.
- Mielomeningocele (espinha bífida): Malformação congênita da coluna com exposição da medula espinhal. Necessita de correção cirúrgica precoce (pode ser fetal ou pós-natal) e acompanhamento multidisciplinar.
- Hidrocefalia congênita: Acúmulo de líquor nos ventrículos cerebrais desde o nascimento. Tratada com DVP (derivação) ou TVE (terceiroventriculostomia endoscópica).
- Tumores cerebrais infantis: Meduloblastoma, astrocitoma pilocítico, ependimoma, craniofaringioma. Os tumores de fossa posterior são os mais comuns na infância.
- Malformação de Chiari: Descida das amígdalas cerebelares pelo forame magno, podendo causar dor de cabeça, cervicalgia e siringomielia.
- Cistos aracnóides: Coleções de líquor congênitas que podem causar compressão cerebral ou hidrocefalia.
- Espasticidade (paralisia cerebral): Tratamento com rizotomia dorsal seletiva ou bomba de baclofeno intratecal.
- Disrafismos ocultos: Lipomielomeningocele, medula presa, seio dérmico — malformações espinhais com estigmas cutâneos.
Sinais de alerta em crianças
- Crescimento rápido e assimétrico da cabeça.
- Deformidade no formato do crânio.
- Fontanela (moleira) tensa e abaulada.
- Atraso no desenvolvimento motor ou cognitivo.
- Vômitos recorrentes e inexplicáveis.
- Alterações visuais ou estrabismo de início recente.
- Sinais cutâneos na linha da coluna (tufos de pelo, depressões, manchas).
⚠️ Quando procurar um neurocirurgião pediátrico?
- Encaminhamento do pediatra por alteração no formato ou crescimento da cabeça.
- Diagnóstico pré-natal de malformação (mielomeningocele, hidrocefalia).
- Lesão cerebral ou tumoral identificada em exame de imagem.
- Atraso de desenvolvimento motor sem causa aparente.
- Estigmas cutâneos sobre a coluna (tufo de pelo, depressão, hemangioma).
O diagnóstico e tratamento precoces são fundamentais para aproveitar a janela de neuroplasticidade infantil e otimizar o desenvolvimento da criança.
Como é feito o diagnóstico?
- Exame físico detalhado: Medição do perímetro cefálico (PC), avaliação das fontanelas e suturas, busca de estigmas cutâneos, avaliação do desenvolvimento neuropsicomotor.
- Ultrassonografia transfontanela: Em bebês com fontanela aberta — exame rápido, sem sedação, para avaliar ventrículos e estruturas cerebrais.
- Tomografia Computadorizada (TC 3D): Avaliação detalhada da estrutura óssea do crânio — essencial para cranioestenoses.
- Ressonância Magnética (RM): Exame de escolha para avaliar cérebro, medula e malformações. Frequentemente requer sedação em crianças pequenas.
- Teste genético: Em casos de síndromes craniofaciais associadas (Crouzon, Apert, Pfeiffer).
- Avaliação multidisciplinar: Neuropediatra, geneticista, oftalmologista, fonoaudiólogo, fisioterapeuta.
Opções de tratamento
O tratamento visa corrigir o problema minimizando o impacto no desenvolvimento futuro e aproveitando a neuroplasticidade infantil:
- Remodelamento craniano (cranioestenose): Cirurgia para abrir a sutura fechada e remodelar o crânio, permitindo o crescimento cerebral adequado.
- Correção de mielomeningocele: Fechamento cirúrgico do defeito espinhal — pode ser realizado durante a gestação (cirurgia fetal) ou nas primeiras horas de vida.
- DVP / TVE (hidrocefalia): Derivação com válvula programável ou terceiroventriculostomia endoscópica, conforme indicação.
- Ressecção tumoral: Cirurgia adaptada à anatomia infantil, com neuronavegação e monitoramento neurofisiológico.
- Descompressão da fossa posterior (Chiari): Ampliação do espaço na base do crânio para aliviar a compressão.
- Rizotomia dorsal seletiva: Secção seletiva de raízes nervosas para reduzir a espasticidade em crianças com paralisia cerebral.
- Acompanhamento multidisciplinar: Com pediatras, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, fonoaudiólogos e psicólogos.
Por que tratar com o Dr. Luiz Fernando?
Cuidado dedicado
Atenção especial às necessidades de recém-nascidos e crianças
Neuroplasticidade
Tratamento no momento ideal para aproveitar a capacidade de recuperação infantil
Equipe multidisciplinar
Trabalho integrado com pediatras, geneticistas e reabilitadores
Suporte aos pais
Explicação detalhada e acolhimento para famílias em momentos difíceis
Perguntas frequentes sobre neurocirurgia pediátrica
Agende uma consulta para seu filho(a)
Avaliação neurocirúrgica pediátrica completa e acolhedora, com análise detalhada e orientação para os pais.
📞 (34) 3256-6300Sobre o Dr. Luiz Fernando
Médico neurocirurgião em Uberlândia – MG, o Dr. Luiz Fernando é especializado no diagnóstico e tratamento de doenças do sistema nervoso em adultos e crianças, incluindo cranioestenose, hidrocefalia, mielomeningocele e tumores cerebrais infantis.
Atua com atenção humanizada às famílias, técnicas seguras adaptadas à pediatria e trabalho multidisciplinar.
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