Cirurgia de Epilepsia
Avaliação e tratamento cirúrgico de epilepsia farmacorresistente com protocolo completo de investigação pré-cirúrgica. A epilepsia refratária tem tratamento. Dr. Luiz Fernando, neurocirurgião em Uberlândia.
O que é epilepsia?
A epilepsia é um distúrbio neurológico crônico caracterizado pela predisposição a gerar crises epilépticas recorrentes, causadas por descargas elétricas anormais e excessivas no cérebro. Afeta cerca de 1-2% da população mundial e pode impactar significativamente a qualidade de vida.
Tipos de crises epilépticas
- Crises focais (parciais): Originam-se em uma área específica do cérebro. Podem causar movimentos involuntários em um membro, alterações visuais, sensações estranhas (aura), ou alteração de consciência (crises discognitivas).
- Crises generalizadas tônico-clônicas: Perda de consciência, rigidez muscular (fase tônica) seguida de abalos musculares rítmicos (fase clônica). É o tipo mais conhecido.
- Crises de ausência: Breves episódios de “desligamento” (5-15 segundos), comuns em crianças. A criança para de interagir e retoma a atividade normalmente.
- Crises mioclônicas: Abalos musculares rápidos e súbitos, como se levasse um susto.
Epilepsia refratária (farmacorresistente)
Cerca de 30% dos pacientes com epilepsia não conseguem controlar as crises com medicamentos. Esses pacientes são candidatos à avaliação pré-cirúrgica. A cirurgia pode curar ou reduzir significativamente a frequência das crises.
Causas comuns de epilepsia cirúrgica
- Esclerose mesial temporal (EMT): Cicatriz no hipocampo — a causa mais comum de epilepsia do lobo temporal refratária. Excelente taxa de sucesso cirúrgico.
- Displasia cortical focal: Malformação do desenvolvimento do córtex cerebral.
- Tumores de baixo grau: Gangliogliomas, tumores neuroepiteliais disembrioplásicos (DNET).
- Cavernomas: Malformações vasculares que irritam o córtex adjacente.
- Esclerose tuberosa: Doença genética com formação de túberes corticais.
⚠️ Quando procurar um neurocirurgião para epilepsia?
- Crises epilépticas não controladas com 2 ou mais medicamentos adequados.
- Efeitos colaterais graves dos antiepilépticos comprometendo a qualidade de vida.
- Diagnóstico de lesão cerebral potencialmente epileptogênica (cavernoma, tumor, displasia).
- Crises frequentes que impedem trabalho, estudos ou convívio social.
A epilepsia refratária tem tratamento. O encaminhamento precoce ao centro de epilepsia melhora o prognóstico e reduz o impacto acumulativo das crises sobre o cérebro.
Avaliação pré-cirúrgica
A avaliação pré-cirúrgica é um protocolo rigoroso para localizar com precisão o foco epiléptico e garantir que a cirurgia pode ser realizada com segurança:
- Eletroencefalograma (EEG) de rotina: Registra a atividade elétrica do cérebro e identifica alterações epileptiformes interictais.
- Vídeo-EEG prolongado: Monitoramento contínuo (dias) em ambiente hospitalar para registrar crises e correlacionar com o EEG — fundamental para localizar o foco.
- Ressonância Magnética (RM) de alta resolução com protocolo para epilepsia: Sequências especiais (FLAIR, T2, volumetria hipocampal) para identificar esclerose mesial, displasias e outras lesões.
- PET-CT cerebral: Imagem funcional que mostra áreas de hipometabolismo, sugerindo o foco epiléptico.
- SPECT ictal: Exame de perfusão realizado durante a crise, mostrando a área de hiperfluxo (foco ativo).
- Avaliação neuropsicológica: Testes detalhados de memória, linguagem e funções cognitivas para estimar riscos e lateralizar funções.
- Teste de Wada: Injeção seletiva de amobarbital em cada hemisfério para avaliar lateralização de linguagem e memória (em casos selecionados).
- EEG invasivo (SEEG / grades subdurais): Para casos complexos onde o EEG de superfície não é conclusivo, eletrodos são implantados diretamente no cérebro.
Opções de tratamento
O tratamento é escalonado: medicação → avaliação cirúrgica → cirurgia ou neuroestimulação:
- Medicamentos antiepilépticos (MAE): Primeira linha. Lamotrigina, levetiracetam, carbamazepina, entre outros. Controla 70% dos pacientes.
- Dieta cetogênica: Opção para crianças com epilepsias específicas e de difícil controle.
- Cirurgia ressectiva: Remoção do foco epileptogênico — lobectomia temporal, lesionectomia, amigdalo-hipocampectomia seletiva. Taxa de liberdade de crises de 70-80% na epilepsia temporal com EMT.
- Calosotomia: Secção do corpo caloso para reduzir a generalização de crises (drop attacks).
- Hemisferectomia / Hemisferotomia: Para síndromes hemisféricas graves na infância (Rasmussen, displasias extensas).
- Termoablação a laser (LITT): Ablação minimamente invasiva guiada por RM para lesões pequenas e profundas.
- Estimulador do Nervo Vago (VNS): Dispositivo implantável que reduz frequência e intensidade das crises em pacientes não candidatos à ressecção.
- Estimulação Cerebral Profunda (DBS): Eletrodos no núcleo anterior do tálamo para modulação de circuitos epilépticos.
Por que tratar com o Dr. Luiz Fernando?
Protocolo pré-cirúrgico
Avaliação completa com vídeo-EEG, RM de epilepsia, PET e neuropsicologia
Cirurgia de precisão
Microcirurgia com neuronavegação e monitoramento neurofisiológico
Neuroestimulação
VNS e DBS para pacientes não candidatos à cirurgia ressectiva
Trabalho em equipe
Integração com epileptologistas, neuropsicólogos e neurofisiologistas
Perguntas frequentes sobre cirurgia de epilepsia
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Médico neurocirurgião em Uberlândia – MG, o Dr. Luiz Fernando é especializado no diagnóstico e tratamento de doenças do sistema nervoso, incluindo epilepsia refratária, tumores cerebrais, coluna vertebral e neurocirurgia pediátrica.
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